150 anos do nascimento de B.P.
2007-02-22

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Robert Stephenson Smyth Baden-Powell nasceu em Londres, Inglaterra, em 22 de fevereiro de 1857. Seu pai, o reverendo H. G. Baden-Powell e, professor em Oxford, morreu quando Robert tinha, aproximadamente, três anos, deixando a sua mãe, filha do almirante inglês W. T. Smyth, com sete filhos pequenos. Nessa época o mais velho não tinha ainda 14 anos. Baden-Powell viveu ao ar livre, com seus quatro irmãos, acampando em muitos lugares da Inglaterra.

Powell ingressou na Escola Charterhouse, em Londres, com uma bolsa de estudos. Não era um estudante exemplar, mas um dos mais espertos. E cedo se tornou popular, como goleiro da equipe de futebol de Charterhouse.

Seus amigos da escola apreciavam suas habilidades como ator. Powell improvisava e fazia a escola toda sorrir. Tinha também vocação para a música. O dom para o desenho, também apurado, permitiu-lhe, mais tarde, ilustrar suas obras.

Aos 19 anos Baden-Powell se formou pela Escola Charterhouse. Um convite fez Powell viajar para a Índia como subtenente do regimento na célebre "Carga da Cavalaria Ligeira" da Guerra da Criméia. Desde então Powell desenvolveu uma brilhante carreira militar. Ganhou prêmios e condecorações militares. Chegou a ser um dos capitães mais jovens da história inglesa, com vinte e seis anos.

Em 1887 participou da campanha contra os Zulus, na África, e mais tarde, contra as tribos dos Ashantís e os selvagens guerreiros Matabeles. Os nativos o temiam deram-lhe o nome de "Impisa", o "lôbo-que-nunca-dorme", devido a sua coragem e perícia como explorador.

No decorrer de 1899, Baden-Powell foi promovido a Coronel. Na África do Sul as relações entre Inglaterra e o governo da República de Transval tinha chegado a ponto “explosivo”. Powell recebeu ordens de organizar dois batalhões e marchar para Mafeking, uma cidade no coração da África do Sul. "Quem tem Mafeking tem as rédeas da África do Sul", era um dito popular entre os nativos.

Veio a guerra, e durante 217 dias ele defendeu, junto ao batalhão, Mafeking. Powell resistiu bravamente em campana. O grupo, cercado por forças inimigas, foi socorrido por tropas inglesas.

Procure "Mafeking" em seu dicionário de inglês. Junto a esta palavra, você vai encontrar duas, outras, criadas neste dia tumultuoso. Palavras derivadas do nome da cidade africana: "maffick" e "maffication" que significam "celebração tumultuosa".

Agora promovido ao posto de major-general, Powell tornou-se um herói aos olhos de seus compatriotas. Foi como um herói a adultos e crianças. Em 1901, no fim da batalha, regressou da África do Sul para a Inglaterra, e descobriu, que a sua popularidade fez divulgar seu livro militar: “Aids to Scouting”, ou Ajuda à Exploração Militar, escrito por ele, estava sendo usado nas escolas masculinas inglesas.

Powell compreendeu que essa era a oportunidade de ajudar a juventude. Um livro, criado para adultos, sobre as atividades dos exploradores podia exercer forte atração sobre os rapazes e, servir-lhes de inspiração.

Adaptando sua experiência na Índia e na África, entre os Zulus e outras tribos selvagens, Baden-Powell reuniu uma biblioteca especial e estudou, nestes livros, os métodos usados em todas as épocas para a educação e o treinamento dos rapazes, de jovens espartanos aos pele-vermelhas. Lenta e cuidadosamente, foi desenvolvendo a idéia do Escotismo.

Queria estar certo, provar sua teoria. No verão de 1907 foi com um grupo de 20 rapazes para a ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, para realizar o primeiro acampamento escoteiro que o mundo presenciou. Acampamento que teve um completo êxito.

Nos primeiros meses de 1908, lançou, em seis fascículos quinzenais, o seu Manual de Adestramento, o "Escotismo para Rapazes", sem imaginar que este livro iria por em ação um movimento da juventude em todo o mundo.

Exemplares começaram a surgir nas livrarias e bancas de jornais e foram, rapidamente, vendidos. Patrulhas e tropas escoteiras, não apenas na Inglaterra, surgiram assustadoramente em vários países. O movimento cresceu tanto que em 1910, Powell compreendeu que o Escotismo seria a obra à qual dedicaria sua vida.

Teve visão em reconhecer que podia fazer mais pelo seu país treinando uma nova geração para a boa cidadania. Preparando “homens” para uma possível e futura guerra.

Pediu demissão do Exército onde já ocupava o título de tenente-general e ingressou na sua "segunda vida", como costumava chamá-la, o Escotismo.

O primeiro passo de Baden-Powell para tornar o Escotismo mundial, foi viajar ao redor do mundo, em 1912, entrando em contato, assim, com várias comunidades escoteiras.

A Primeira Guerra Mundial interrompeu este trabalho. Mas o fim das hostilidades fez recomeçar o trabalho de Powell. Em 1920 os escoteiros de todas as partes do mundo se reuniram em Londres para a primeira concentração internacional de escoteiros, o Primeiro Jamboree Mundial.

Baden-Powell, na última noite do encontro, foi condecorado como "Escoteiro-Chefe-Mundial". O Movimento Escoteiro continuou a crescer. No dia em que atingiu a "maioridade", completando 21 anos, contava com mais de dois milhões de membros em, praticamente, todos os países do mundo. Powell foi reverenciado por rei Jorge V com a honra de ser elevado a barão: Lord Baden-Powell of Gilwell.

Ao completar 80 anos, o chefe dos escoteiros já estava fraco. Regressou à amada África com a sua esposa, Lady Baden-Powell, uma grande colaboradora em todos os seus esforços. Lady Powell era a Chefe-Mundial das "Girl Guides", movimento também iniciado por Baden-Powell, só que para meninas.

Fixaram residência no Quênia em um lugar tranqüilo e de belezas naturais. Foi lá que um dos homens mais geniais da história da humanidade morreu, em 8 de janeiro de 1941, com pouco mais de um mês para completar 84 anos de idade.

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